Caminante de  los Siete Mares

 

Mis cabellos, hoy canosos, están cada vez más desaliñados

Pues a  los hombros y  al viento siempre anduvieron sueltos

Mi jeans más viejo y  descolorido me abriga de  las interperies

En el pulso, mi viejo reloj  de  la  hora, hoy magnético

Apuntando siempre para el norte del hemisferio de tu corazón

Soy caminante de  los siete mares, pirata romántico de  las aguas

Y  no desisto un segundo de  buscar mi tesoro

Son muchas aguas revueltas en maremotos y  tifones

Maniobras arriesgadas para encontrar mi dulce pasión

 

Vuelvo en ondas a  buscarte por los mares donde navegué

Ni que seas imagen de  sirena, en la  aurora del horizonte

He de  encontrar tu rostro en las fuentes saladas de  las aguas

Del timón voy gesticulando para los puertos por donde atracar

No en despedida, pero en búsqueda de  una señal de  tu vida

Sin exceso de  optimismo, ésta es la  esperanza de este caudillo

Persistente y  viejo caminante en la  busca vana de  una ilusión

Que en viaje continúa amando la  imagen del espejo

Y  con el corazón inundado por una romántica certeza,

De  no tener dudas del cuanto aún te amo

 

Voy nadando por los mares y  respirando todos los aires

Del oriente al occidente, desde las aguas del sol naciente

Pasando por oasis ardientes hasta las heladas glaciales del Ártico

Voy dejando por sobre las aguas y  en el blanco del hielo frío

Marcas de  mis cogidas al bajar esas banderas

Navegando por esos mundos voy usando sus lenguajes,

Del japonés al inglés y  del francés al portugués

A  veces hablando en español,  otras en portunhol

Preguntando a las gaviotas y  a mis amigos delfines

Si han visto  la  ilusión de  la  imagen de  una mujer

Reflejada en el cristalino espejo de  las aguas

 

Sé que es triste este lamento y  en vano esta pregunta

Pero no desisto de  ti, te amo profundamente

Y  de este amor que corre en mis venas, vierte la  sed

De  saciar mi hambre en tu cuerpo fino y  esbelto

No que sea en las febriles alucinaciones de  mi pensamiento

Puede a  las veces ser Ana o  quien sabe una Joana,

No viene al caso, yo adelanto o  atraso la  marcha del tiempo,

Y  me encuentro contigo, en los desencuentros de  mis tormentos

 

Voy a deshacer mi mochila y  armar el más bello lecho

Y en la  proa de  mi navío amarte al atardecer

Voy desvendar todos los mapas e izar todas las velas

Y  después del más largo de  los besos te daré mi corazón,

La más rara de  mis perlas, y junto a tu pecho pulsar,

Y  embalado en tus brazos bajo el manto azul de  los siete mares,

eternamente adormecer...

Cândido Pinheiro – 08 Febrero 2004

Santa Maria – RS – Brasil

 

 

Andarilho dos Sete Mares

 

Meus cabelos, hoje grisalhos, estão cada vez mais desalinhados

Pois aos ombros e ao vento sempre andaram soltos

Meu jeans mais surrado e desbotado me abriga das intempéries

No pulso, meu velho relógio manero da hora, hoje magnético

Apontando sempre para o norte do hemisfério do teu coração

Sou andarilho dos sete mares, pirata romântico das águas

E não desisto um segundo de procurar o meu tesouro

São muitas águas revoltas em maremotos e tufões

Manobras arriscadas para encontrar minha doce paixão

 

Volto em ondas a te procurar pelos mares onde naveguei

Nem que sejas imagem de sereia, na aurora do horizonte

Hei de encontrar tua fronte nas fontes salgadas das águas

Do convés vou acenando para os portos por onde atracar

Não em despedida, mas em busca de um sinal de tua vida

Sem excesso de otimismo, esta é a esperança deste caudilho

Persistente e velho andarilho na procura vã de uma miragem

Que em viagem continua amando a imagem do espelho

E com o coração inundado por uma romântica certeza,

De não ter dúvidas do quanto ainda te amo

 

Vou nadando pelos mares e respirando todos os ares

Do oriente ao ocidente, desde as águas do sol nascente

Passando por oásis ardentes até as geladas glaciais do Ártico

Vou deixando por sobre as águas e no branco do gelo frio

Marcas de minhas pegadas ao desfraldar essas bandeiras

Navegando por esses mundos vou usando suas linguagens,

Do japonês ao inglês e do francês ao português

Às vezes hablando em espanhol, por outras em portunhol

Perguntando as gaivotas e aos meus amigos golfinhos

Se viram a miragem da imagem de uma mulher

Refletida no cristalino espelho das águas

 

Sei que é triste este lamento e em vão esta pergunta

Mas não desisto de você, te amo profundamente

E deste amor que corre em minhas veias, verte a sede

De saciar a minha fome em teu corpo fino e esbelto

Nem que seja nas febris alucinações de meu pensamento

Pode às vezes ser Ana ou quem sabe uma Joana,

Não vem ao caso, eu adianto ou atraso a marcha do tempo,

E me encontro com você, nos desencontros de meus tormentos

 

Vou desarrumar minha mochila e armar o mais belo leito

Para na proa de meu navio te amar ao entardecer

Vou desvendar todos os mapas e içar todas as velas

E após o mais longo dos beijos te darei meu coração,

A mais rara de minhas pérolas, para junto ao teu peito pulsar,

E embalado em teus braços sob o manto azul dos sete mares,

eternamente adormecer...

 

Cândido Pinheiro – 08 Fevereiro 2004

Santa Maria – RS – Brasil


 

 

 

 

 

 

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